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sexta-feira, 26 de março de 2010

Spaghetti al doppio agli e shitake secchi

Por Luciana Betenson

Já contei que na última degustação de vinhos em casa ganhei de presente do meu amigo Jacques B. três cabeças de alho negro, além de echalotas plantadas pelo próprio Jacques na sua horta, e um livro muito interessante, “A História da Alimentação no Brasil” do Câmara Cascudo. Presentes inestimáveis de um gourmet para uma aprendiz de gourmet ;-)

Fiquei muito feliz com o presente, o alho negro é hoje um dos ingredientes da moda entre os chefs de cozinha e estava curiosa para prová-lo. Trata-se do bom e velho alho mesmo, que passa por um processo de maturação que o deixa com consistência pastosa e um sabor bem diferente. Até o ano passado, só havia no Brasil alho negro importado, o que o tornava quase inacessível aos gourmets amadores. A boa notícia é que a Marisa Ono, blogueira/cientista/cozinheira que viveu 16 anos no Japão, conseguiu produzir um bom alho negro nacional, já à venda no mercado. Foi este o alho negro que ganhei.

Achamos o gosto dele próximo a de um aceto balsâmico envelhecido. Também lembra shoyo, ameixa seca, uva passa e cogumelos secos.

Mas o que fazer com ele? Incrível como a nossa cabeça (pelo menos a minha) resiste a quebrar paradigmas. No começo, consegui apenas pensar no alho negro como alho, e parti para receitas tradicionais feitas com este ingrediente. Testei uma massa aglio e olio. Depois fiz um pesto tradicional, apenas substituindo o alho comum pelo negro. A massa aglio e olio até ficou boazinha... já o pesto ficou bem ruim... rsrsrs!

Só aí as ideias começaram a clarear: tinha que entender o alho negro dentro das suas complexidades e características próprias, bem diferentes do velho alho de todo dia. Algumas pessoas souberam quebrar estes padrões pré-estabelecidos com maestria: a própria Marisa fez uma massa oriental  divina e a Dri Simizo fez um molho de alho negro delicioso.

Na terceira tentativa resolvi então seguir o conselho do Jacques de unir os dois alhos, o comum e o negro, em uma só receita. Resolvi acrescentar o shitake seco, para destacar o sabor de cogumelos do alho negro. Deu certo! Não chega aos pés da criatividade dos pratos elaborados pelas blogueiras que mencionei acima, mas o spaghetti al doppio agli e shitake secchi ficou bem gostoso. Podia até ter posto uma salsinha no final... E já estou aqui pensando em um molhinho de salada com minha última cabeça de alho negro... Ou talvez um peixe? ;-)


Spaghetti al doppio agli e shitake secchi

200 g de spaghetti
1 litro de água
1 col (chá) de sal
2 col (sopa) de azeite
1 col (sopa) de manteiga
4 dentes de alho espremidos
1 cabeça de alho negro
25 g de shitakes secos já deixados de molho por 1 hora
1/2 xíc (chá) de saquê (ou vinho branco)
1 /12 xíc (chá) da água fervente (ou caldo de cogumelos se tiver)
1/2 col (chá) de sal



Levar ao fogo uma panela com água e sal para cozinhar a massa. Refogar o alho comum na manteiga e no azeite. Juntar o shitake, refogar mais um pouco e juntar o saquê. Depois que o saquê evaporar, acrescentar meia xícara de água fervente, abaixar o fogo e deixar cozinhar com a panela tampada.  Acrescentar mais água (ou caldo), até o shitake cozinhar e ficar macio. Desligar o fogo e juntar o alho negro. Cozinhar a massa, escorrer e jogar na panela do molho. Ligar o fogo novamente e deixar um minuto, mexendo para misturar a massa ao molho. Servir imediatamente.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

American Pancakes

Por Adriana Haddad

Domingão nublado e ventinho frio... existe alguma coisa mais deliciosa que comer numa ocasião dessas??? Bom, não basta comer, tem que comer substância... doce... mmmmm...

Lá fui eu pra cozinha onde graças a Deus encontrei tudo o que precisava para fazer "pancakes", aquelas bem americanas, gordinhas, com mel e manteiga! Em 1999, fiz um curso com uma francesa que, além de ensinar a fazer crepes franceses, ensinou essas facílimas e deliciosas pancakes. Até meu marido que é muito enjoado devorou duas!

Eu recomendo que façam, são muito gostosas e rápidas!

American Pancakes


1 xíc (chá) de farinha de trigo
1 xíca (chá) de leite
2 col (sopa) de açúcar
2 col (sopa) de óleo
2 col (chá) de fermento em pó
½ col (chá) de sal
1 ovo

Misturei todos os ingredientes líquidos, reservei. Misturei todos os ingredientes secos, adicionei os líquidos e mexi com o batedor manual o suficiente para ficar homogêneo. Pode ser necessário acrescentar mais leite, a consistência é líquida, mas grossa, eu usei uma xícara apenas. Numa frigideira (eu usei a antiaderente, caso não use, unte com óleo/manteiga) em fogo baixo, coloque a massa tentando formar um disco. Deixe cozinhar até começar a aparecer bolhas na superfície (2-3 minutos), então vire com cuidado e deixe até ficar dourado. Tem que ter um pouco de paciência e não pressionar a pancake contra a frigideira. Fica delicioso como eu comi, com manteiga e mel, mas também fica muito bom com geléia, com maple syrup, nutella ou com o que preferir... bom apetite!

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Creamy ziti... mas o que é isto mesmo?

Por Luciana Betenson

Esta história de Creamy Ziti começou quando a Stephanie me mandou um filme do You Tube no qual uma americana preparava uma receita com este nome.

Confesso minha ignorância: NUNCA tinha ouvido falar nestes tais de ziti... :) Fui pesquisar e descobri o seguinte: ziti são uma massa de grano duro de forma alongada, tubular e oca, com a superfície lisa, só que com diâmetro mais estreito do que os rigatoni. A massa ganhou popularidade nos Estados Unidos por conta do seriado Os Sopranos.

Assistindo ao filme, vi que a receita dos ziti era uma espécie de mac 'n' cheese (vamos lá, para quem não sabe: macaroni and cheese é um prato popular nos Estados Unidos, feito com macarrão cozido misturado a um molho de queijo, depois levado ao forno para gratinar). Deu água na boca, porque um bom mac 'n' cheese caseiro é uma delícia, verdadeira "comida de alma". O único inconveniente deste prato é que é super calórico...

Enfim, a receita do filminho era legal justamente por ser uma versão menos gorda do original. Na falta dos ziti, preparei a receita com penne, que também é uma massa alongada, tubular e oca. Ficou bem gostoso e as crianças (todas nós!!) amaram :) E não tem segredo, é simplérrimo de fazer.

Creamy Ziti da Stephanie à minha moda



300 g de penne
600 g de molho de tomate
300 g de ricota amassada com garfo
2 xíc (chá) de mussarela light ralada

Cozinhe o macarrão por alguns minutos a menos do que mandam as instruções do pacote. Eu deixei 9 minutos ao invés de 11, como mandava o meu. Passe na água fria e reserve. Misture o molho de tomate, a ricota e metade da mussarela. Junte o macarrão a esta mistura, coloque em uma forma refratária, coloque por cima o restante da mussarela e cubra a forma com alumínio. Eu fiz em uma forma com tampa, o que facilitou. Leve ao forno pré-aquecido a 180 º por meia hora.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Nhoque de mandioquinha: comida de alma...

Por Luciana Betenson

Hoje estou a fim de uma “comida de alma”...

Esta expressão, muito usada por aí, li pela primeira vez no livro da Nina Horta (Não é Sopa – Crônicas e Receitas de Comida), um dos primeiros da minha gastronoteca :)

Como diz a Nina, comida de alma é “aquela que consola, que escorre garganta abaixo quase sem precisar ser mastigada, na hora de dor, de depressão, de tristeza pequena. Não é, com certeza, um leitão pururuca, nem um menu nouvelle seguido à risca. Dá segurança, enche o estômago, conforta a alma, lembra a infância e o costume. É a canja de mãe judia, panacéia sagrada a resolver os problemas de náusea existencial. O macarrão cabelo-de-anjo cozido mole e passado na manteiga. O caldo de galinha gelatinoso, tomado às colheradas. São as sopas. O leite quente com canela, o arroz-doce, os ovos nevados, a banana cozida na casca, as gelatinas, o pudim de leite”.

Para mim, nhoque não é “pasta”, é “comida de alma”!!

Muita gente gostou do nhoque de ricota e espinafre. Este é outro que fica ótimo e é diferente: nhoque de mandioquinha (ou de batata baroa, se você for carioca).

Saímos um pouco da “alma” na hora de bolar o molho do nosso nhoque de hoje: manteiga, alho frito e folhas de manjericão gigante :) Espero que gostem :))

Nhoque de mandioquinha



8 mandioquinhas médias/grandes (deu 1,3 kg de mandioquinha já cozida e espremida)
1 ½ xíc (chá) de farinha de trigo
1 ovo
1 col (chá) de sal
1 pitada de noz moscada

Descascar as mandioquinhas e cozinhar em água com uma pitada de sal até que fiquem macias. Espremer a mandioquinha ainda quente numa tigela e esperar amornar um pouco para colocar a farinha de trigo, o ovo e o sal. Se quiser, acrescente uma pitada de noz moscada. Misturar bem até a massa começar a soltar das mãos e ficar homogênea. Enfarinhe uma superfície e vá fazendo tiras finas e cortando os nhoques. Cozinhe em água fervente. Quando as bolinhas subirem à superfície, estão prontas.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Penne al salmone e outras delícias para um aniversário

Por Luciana Betenson

Este penne al salmone foi o primeiro prato que eu fiz para o meu marido, na época meu namorado. Ele gostou tanto que até hoje diz que é seu prato predileto! E foi este prato que ele escolheu para o seu jantar de 40 anos de vida. No menu, uma entrada de crostini al funghi, uma salada verde e de sobremesa um gateau de chocolate que aprendi na aula de culinária da Dri, minha sócia de blog.




Os crostini foram feitos com fatias finas de pão italiano levemente tostadas no forno, cobertas com uma mistura de funghi secchi salteados na manteiga e no azeite com alho e salsinha. Fiz assim: piquei os funghi secchi e hidratei-os por uma hora. Escorri-os. Em uma frigideira, dourei o alho na manteiga com azeite e joguei os funghi. Salteei um pouco e deixei cozinhar alguns minutos até amolecer, em panela tampada para não secar muito. No fim, desliguei o fogo e acrescentei a salsinha bem picadinha. Cobri as torradinhas com a mistura e servi quentes.



Penne al salmone

250 g de penne
1 pacote de salmão defumado congelado
1 cebola média picada
3 col (sopa) de manteiga com sal
1 taça de sherry ou conhaque
1 col (sopa) de catchup
2 col (sopa) de extrato de tomate
½ xíc. chá de creme de leite fresco
sal a gosto

Colocar o macarrão para cozinhar. Enquanto isto, numa panela grande, refogar a cebola na manteiga, juntar o salmão cortado em tiras ainda congelado, mexer um pouco, jogar o sherry e mexer até evaporar. Colocar o catchup e o molho de tomate e deixar apurar um pouco o molho. Desligar o fogo. Misturar o creme de leite. Quando o macarrão estiver pronto, jogar sobre o molho, misturar e servir. DICA: o segredo é não mexer muito, para as tiras de salmão não se quebrarem demais e virar uma ‘papa’.



Gateau de chocolate

Como o Mike não vive sem chocolate, este tinha mesmo que ser o bolo de aniversário dele. Este gateau é uma espécie de mousse de chocolate assado no forno, não leva farinha nenhuma e fica divino. Na hora, não achei minha forma menor de bolo então tive que fazer na maior e assim o bolo ficou um pouco mais 'baixinho' que o normal. Mas não alterou o resultado! Eu servi o bolo com amoras e sorvete de baunilha.


6 ovos em temperatura ambiente
pitada de sal
250 gr. de chocolate meio-amargo
150 gr. de açúcar
150 gr. de manteiga

Ligar o forno e deixar esquentar. Derreter em banho-maria o chocolate e manteiga juntos. Bater as claras em neve e reservar. Bater as gemas até ficarem bem branquinhas, acrescentar aos poucos o açúcar e depois a mistura de chocolate com manteiga já fria. Por fim acrescentar delicadamente as claras em neve, misturar bem devagar. Levar ao forno bem alto por 5 minutos e depois baixar para forno médio-baixo (165º) por mais 40 minutos. Servir quente com sorvete de creme.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Salada de orzo com kani e petit pois e patê de fígado

Por Adriana Haddad

Modéstia à parte, muita gente babou na nossa Ceia de Natal publicada na semana passada.... ;)

Mas entre as receitas algumas pessoas me pediram as receitas do patê de fígado e da saladinha no copinho. E perguntaram sobre o “orzo”. Trata-se de uma massa, macarrão mesmo, em formato de grão de arroz! A primeira vista parece arroz, mas é feito de semolina de grano duro mesmo.

Salada de orzo com kani e petit pois



molho
¼ xíc (chá) de caldo de limão
¼ xíc (chá) de óleo de milho ou girassol
½ xíc (chá) de cebolinha cortada em rodelinhas
1 col (sopa) de açúcar
1 col (sopa) de sal
½ col (sopa) de orégano

Em uma bacia grande junte todos os ingredientes e mexa bem com ajuda de um fouet.

salada
250g de orzo (massa com formato de arroz)
1 xíc (chá) de tomates sem sementes cortados em cubinhos
100g de petit pois (ervilhas) escaldados
250g de kani cortado enviesado

Misture os legumes e o kani ao molho.

Em uma panela, coloque a massa para cozinhar em água fervendo até que fique quase “al dente”. Escorra a massa, deixe esfriar um pouco e junte ao molho e aos legumes com kani. Deixe resfriar na geladeira em um vasilhame tampado por 30 minutos antes de servir.


Patê de fígado de galinha



2 cebolas picadas
2 col (sopa) de manteiga
350 g de fígado de galinha
1 xic (café) de conhaque
1 caixinha de creme de leite
1 col (sopa) de molho inglês
½ col (chá) de noz moscada
1 col (sopa) de salsinha picada
1 raminho de alecrim

Refogar em fogo baixo o fígado com a manteiga e a cebola, o sal e a pimenta e deixar esfriar. Bater no liquidificador o fígado refogado frio, o creme de leite, o conhaque, a salsinha, o alecrim, a pitada de noz moscada (ralada na hora) e o molho inglês. Colocar esta mistura numa forma de bolo inglês forrada com papel manteiga e levar ao forno em banho-maria por aproximadamente 50 minutos. Deixar esfriar e levar a geladeira por no mínimo 2 horas e desenformar.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Nhoque de ricota e espinafre

Por Luciana Betenson



Depois de vários desafios, com pratos legais mas que não fazem parte do trivial, voltamos à "vaca fria"....

Este é mais um prato leve, portanto bom para comer à noite, mais um “coringa” aqui em casa no jantar. Além de ser uma boa variação do arroz com feijão do almoço, o prato é bastante saudável, não é muito calórico e fica muuuuito gostoso... especialmente se for acompanhado de um molhinho de tomate caseiro.

Também uma boa alternativa para quem não quer ou não pode comer carne.

Nhoque de ricota com espinafre

2 xíc. chá de espinafre cozido com sal, espremido e picado - 600 g de ricota amassada com garfo ou passada na peneira - 120 g de queijo ralado - 6 col. sopa rasas de farinha de trigo - 2 ovos - 2 col. café de sal - pitada de pimenta do reino - molho de tomate pronto

Misturar todos os ingredientes, fazer os rolinhos, cortar os nhoques e cozinhar na água fervente. Colocar em um pirex e cobrir com molho de tomate e levar para esquentar no forno.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Pasta integrale con sugo rosso e pesto con noci brasiliane

Por Adriana Haddad

Como já havia prometido, eis minha pasta integrale para o desafio do nosso blog Quattro Ragazze nella Cucina Italiana.


Pasta integrale con sugo rosso e pesto con noci brasiliane


Na verdade não existe nenhum segredo para fazer a massa de macarrão integral, basta mudar as farinhas respeitando-se as medidas que são simplesmente “perfeitas”. Escolhi para acompanhar minha pasta os dois molhos mais simples que existem, feitos à moda italiana, com ótimos ingredientes, escolhidos com um olhômetro que erra pouco! O pesto foi feito com manjericão fresquíssimo da minha mini-horta e os pinoli foram substituídos por castanhas do pará.

MASSA

300g de semolina de grano durum - 300g de farinha de trigo integral - 6 ovos

Coloque em uma tigela as farinhas e faça um furo no meio. Adicione os ovos e amasse bem, quando sentir que a consistência da massa já está boa para abrir você pode deixá-la descansar um pouco na geladeira (eu não fiz isso hoje, mas acho que fica com mais elasticidade depois de meia horinha).


PESTO

1 xíc (chá) de manjericão - 1/2 xíc (chá) de castanhas do pará - 1 xíc (chá) de azeite de oliva extra-virgem - 1 dente de alho - 1 xíc (chá) de queijo parmesão ralado – sal a gosto

Bata todos ingredientes no liquidificador e ajuste o sal.


SUGO ROSSO

1 kg de tomates firmes e maduros - 2 dentes de alho - sal grosso a gosto - azeite de oliva extra-virgem a gosto

Coloque os dentes de alho espremidos em uma panelinha e refogue-os em uma colher de sopa de azeite. Antes do alho dourar, acrescente os tomates descascados e deixe apurar em fogo baixíssimo por aproximadamente uma hora, mexendo de vez em quando. Quando sentir que o molho engrossou, apague o fogo e coloque azeite de oliva extra-virgem.


quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Tagliatelle al pesto deconstrutto ou… minha primeira pasta fresca!


Por Luciana Betenson

O blog Quattro Ragazze nella Cucina Italiana, do qual também faço parte, lançou novo desafio: La Pasta. Eis a minha participação!!


Tagliatelle al pesto deconstrutto ou… minha primeira pasta fresca!




Depois de ler tanta coisa legal no blog Quattro Ragazze sobre a pasta fresca, me animei em fazê-la!

Primeiro, a idéia. Como fazer algo gostoso e criativo? Como eu adoro pesto, resolvi fazer algo nesta linha. Mas quis inovar: porque não um pesto “desconstruído”? Isto é, com todos os ingredientes do pesto, mas sem misturá-los em uma pasta. Legal! Depois “viajei” mais um pouco: porque não colocar NA MASSA os ingredientes do pesto??

A idéia parece ótima, mas para quem nunca fez pasta fresca a mão, incluir outras coisas na massa dá mais trabalho... no fim, coloquei alguns pinolis triturados e algumas folhas de manjericão misturados à massa e ficou bonito e gostoso, apesar de complicar um pouco o processo de abrir a massa com o rolo.

Pois é. Abrir a massa. Acreditem se quiser, fui no You Tube e baixei diversos vídeos do tipo “pasta fatto a mano”, “mia mamma fa la pasta” e outros semelhantes!! Parece tããão fácil... hahahahahahahahaaa! Mas vai fazer para você ver!!

Comecei como manda o figurino: coloquei lá o “vulcãozinho” de farinha e abri os ovos no meio. Mas os ovos “fugiram” da cova de farinha e quase fiz um desastre no chão da cozinha... A tão proporção não funcionou: pus 2 ovos para 250 g de farinha e foi pouco. Coloquei uma colher de azeite. Não ficou bom ainda... Mais um ovo... virou uma meleca!! Mais 50 gramas de farinha... aí deu o ponto! No fim foram 3 ovos e 1 col (sobremesa) de azeite para 300 gramas de farinha. Meu Deus, que massa DURA para amassar!! Tô mais acostumada com as massas de pão, tão levinhas... Deixei descansar por 40 minutos. Depois misturei 2 col (sopa) de pinolis triturados e 2 col (sopa) de folhas de manjericão.

Abri a massa com o rolo, jogando farinha, depois fiz como nos vídeos: enrolei a massa em rocambole e cortei fatias, como a gente faz para fatiar couve, sabe? Deu certo, apesar das fatias ficarem com a espessura maio grossa – acho que mais finas só com a prática ou com a máquina de macarrão mesmo.

Cozinhou muito rápido. Depois fiz o molho: ½ xícara (chá) de azeite, 2 dentes de alho fatiados bem fino, o restante dos pinolis (comprei 50 gramas). Mexer um pouco, desligar e jogar sobre o macarrão. Mexer e por fim colocar folhas de manjericão e lascas de queijo grana padano.

Ficou DIVINO!! Eu matei uma “pratada” dele às 5 horas da tarde... que vergonha... Depois fui caminhar para tirar o peso (da consciência, claro).

Olhem só que lindão ficou...

domingo, 10 de agosto de 2008

Lasanha mais ou menos light

Por Luciana Betenson

No blog Mangia Che Te Fa Bene achei este termo incrível: CCR - colecionadora compulsiva de receitas. Impressionante como tem gente que tem a manha de achar definições PERFEITAS para certas esquisitices. Meu Deus, descobri que sou uma CCR de carteirinha!! Tenho quilos de livros, pastas, recortes, anotações, rascunhos, etc, etc, de receitas de tudo quanto é coisa. Acho que se eu tentar fazer todas só vou acabar por volta do ano 2.030.

O vício é agravado pelo fato de que hoje em dia a gente acha tudo na internet... ou seja, às vezes a coleção de receitas fica intocada durante meses... Minha nova funcionária, a Rose, cozinha muitíssimo bem. Então estou aproveitando para tirar o pó e testar algumas da coleção. Escolhi esta receita de "lasanha light", que não achei tão light assim... enfim, é mais ou menos light e fica dos deuses! Experimentem. A berinjela faz toda a diferença, dá um gostinho meio 'defumado' que combina muito bem com os demais ingredientes.

Lasanha mais ou menos light

2 berinjelas médias cortadas no comprimento e grelhadas - 1 pacote de folhas de lasanha "direto forno" ou já cozidas - 2 xíc (chá) de queijo cottage ou queijo minas bem picado - 250 g de peito de peru - 1 lt creme de leite light - 1/2 lt de molho de tomate pronto - 150 g de mussarela light picada (ou ralada)

Misture o creme de leite com o molho de tomate e reserve. Monte a lasanha. Coloque um pouco de molho no fundo e metade das folhas da massa da lasanha. Alterne com a berinjela, o cottage e o peito de peru. Coloque mais molho e faça outra camada de berinjela, o cottage e o peito de peru. Vá fazendo as camadas até terminar. Na última antes de colocar o molho, coloque as outras folhas da massa da lasanha e o restante do molho por cima. Salpique a mussarela e leve ao forno para gratinar. Dá um refratário médio.

OBS. Eu usei um pote inteiro daqueles grandes de queijo cottage. Não achei creme de leite light, então usei um pote de 250 ml de creme de leite fresco misturado a 750 ml de leite desnatado.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Penne Primavera sem segredos

Por Cozinheiro 171

Hoje publicamos o primeiro artigo do nosso novo colaborador, o Cozinheiro 171... Ele prefere ficar incógnito, mas de cara já avisamos: de 171 ele não tem nada, é cozinheiro de mão cheia mesmo.


Graças a Deus, tive a sorte de nascer em uma família onde cozinhar sempre foi uma tradição.

Apesar dos problemas óbvios que esse hobby acarreta à silhueta de qualquer mortal, ainda mais em tempos de padrões estéticos tão esqueléticos, os benefícios à mente e ao espírito que uma refeição bem preparada trazem são incomparáveis. Isso sem falar dos benefícios sociais.

Benefícios sociais: esse é o ponto que eu queria chegar. Na verdade, só me dei conta disso no dia em que um amigo basco, que morava no Brasil, me pediu uma mão para preparar alguma coisa para uma “amiga”...

E pelo telefone: “ ....ó : pega um pouco de mozzarella, tomate-cereja, manjericão e alho. Pica tudo, tempera assim e beleza!!!

No dia seguinte, diante do sorriso de satisfação do “chaval”, tive um insight: a grande maioria das receitas que os ditos “restaurantes da moda” oferecem são tão simples que qualquer ser, um pouco mais inteligente que uma samambaia de plástico, e com um mínimo de bom gosto, consegue preparar, e por um quinto do preço.

Daí nasceu o conceito do cozinheiro 171. Com um mínimo de pesquisa, um pouco de cara de pau e bons ingredientes, qualquer um pode passar por um grande chef.

A minha contribuição vai evitar as pesquisas e dar dicas sobre os ingredientes. A cara de pau é com vocês.

By the way, até onde eu sei o basco e a amiga continuam juntos.

A receita, um clássico do Cozinheiro 171, segue abaixo:

Penne Primavera (para 4 pessoas)

· 350 g de macarrão tipo penne feito com farinha de grano duro
· 200 g de tomate cereja
· 200 g de mozzarella de búfala fresca
· 1 dente de alho
· 1 xícara de azeite de oliva extra-virgem
· manjericão fresco
· sal

Em uma panela grande coloque 5 litros de água e 4 colheres de sopa de sal para ferver.

Enquanto a água ferve, pique os tomates e a mozzarella e coloque em uma travessa.

Tempere com o manjericão picado com a mão, o azeite e o sal.

Descasque o dente de alho, esmague com o lado da faca e adicione à mistura inteiro.

Reserve.

Quando a água ferver, adicione o macarrão e conte o tempo indicado pelo fabricante.

Escorra o macarrão e misture ao molho na travessa.

Não tem como errar.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Duas visões de um macarrão com cogumelos japoneses


Por Luciana Betenson

Semana passada vi na quitanda aquelas bandejinhas de shitake e shimeji e morri de vontade. Comprei uma de cada e “inventei” um macarrão, que ficou bem gostoso. Fui “me achando” contar para a Adriana e ela também tinha feito um macarrão parecido NO MESMO DIA! Claro que o dela ficou MAIS ELABORADO que o meu.... rsrsrs! Enfim, ficamos felizes com a coincidência, isto que é sincronia de Rosmarino e Prezzemolo... sem combinação prévia!

Aliás, muita gente pergunta o que quer dizer Rosmarino e Prezzemolo... este nome foi idéia da Adriana, que morou na Itália, e eu acabei topando. Rosmarino é ALECRIM em italiano e prezzemolo quer dizer SALSINHA na mesma língua... Basta olhar a “nossa” foto no blog... rsrsrs!

Bom, seguem as duas receitas para vocês.

Penne aos dois cogumelos da Luciana

200 g de mini penne - 1 bandeja de 200 g de shitake - 1 bandeja de 200 g de shimeji - 3 dentes de alho amassados - 3 col sopa de manteiga com sal - 3 col sopa de molho de soja (shoyo)

Refoguei o alho na manteiga, juntei o shitake e o shimeji já lavados e picados, refoguei um pouco mais e juntei o molho shoyo. Fechei a panela e deixei cozinhar por 10 minutos no fogo baixo. Aí cozinhei o macarrão e joguei por cima. Hummmm... simples e delícia!

Farfalline aos três cogumelos da Adriana

300 g de farfalline "(gravatinhas) - 1 bandeja de 3 cogumelos (shitake, shimeji e pleurotus salmão) – 3 tomates maduro e firmes – 1 dente de alho amassado – 1 colher de sopa de azeite – 1 xícara chá de salsinha - sal



Achei três cogumelos na mesma bandejinha, lindíssimos, e achei que fosse prepará-los na manteiga com shoyo, como eu faço sempre e estava ainda a procura do bendito atum fresco, então ficaria fantástico como contorno... Mas o atum que encontrei estava com uma coloração "fígado de boi vencido", então NADA FEITO. Olhei o que tinha no armário e encontrei "farfalline". Na geladeira tinha salsinha e tomate e com os cogumelos saiu uma pasta leve, simples e muito boa.

Coloquei para cozinhar 300g de massa. Lavei e cortei os cogumelos grosseiramente. Em uma frigideira, levei o azeite, o alho amassado e 1 colher de chá de sal por 1 minuto ao fogo médio e acrescentei os cogumelos, refoguei por 4 minutos aproximadamente e ajustei o sal. Cortei os tomates em cubinhos e reservei. Quando a massa ficou pronta misturei-a aos cogumelos, joguei os tomates cortados e misturei bem, coloquei o azeite e por último misturei bem a salsinha.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Orecchiette con pomodorini e rucola

Por Adriana Haddad

A aula da semana passada foi show! Presença recorde de 10 alunas, a aula aconteceu no Espaço Gastronômico Nigro, gentilmente cedido pela Tetê e pelo Neto.



A mesa foi enfeitada pelas meninas da Casamaria, que arrasaram na decoração, como vocês podem ver pelas fotos।



Para o menu do dia eu escolhi: de entrada, tapenade de azeitonas verdes com focaccia integral com alecrim, como prato principal orecchiette con pomodorini e rucola e de sobremesa torta de coco e maracujá।

Não sei por qual motivo, procurei orecchiette por toda Araraquara e não encontrei, pedi para a Lu que me trouxesse de Ribeirão Preto e... também não tinha. Então comprei uma pasta com formato de “molinhas” que, segundo um amigo meu italiano super gourmet, ficou melhor do que com os orecchiette. Orecchiette em italiano quer dizer orelhinhas e a massa tem esse nome por ter este formato... é uma massa típica da região da Puglia,que fica exatamente no salto da Bota (Itália), e originalmente só era fabricada lá.
Tinha visto tomatinhos cereja lindos pelas quitandas e comecei a procurar alguma receita que levasse os tomatinhos de uma maneira mais especial do que somente jogados sobre a pasta, e encontrei essa que ficou di-vi-na!
Orecchiette con pomodorini e rucola


300g de pasta orecchiette – 15 tomatinhos cereja – mix de farinha de rosca, parmesão, sal e pimenta – 1 maço de rúcula cortada grosseiramente – azeite de oliva extra virgem – 1 dente de alho – manjericão fresco

Misturar em partes iguais a farinha de rosca e o parmesão ralado, temperar com sal e pimenta para fazer o mix. Corte os tomatinhos em duas partes, retire com uma colherinha a polpa e as sementinhas e separe-as em uma tigela. Recheie as metades com o mix de farinha de rosca, parmesão, sal e pimenta, jogue um fio de azeite e leve ao forno por uns 30 minutos. Ponha para cozinhar a massa e a rúcula picada na mesma panela. Enquanto isto, coloque o alho em uma frigideira com azeite, jogue a polpa e as sementinhas de tomate e deixe fritar tudo junto. Assim que tirar os tomatinhos do forno, junte-os nessa frigideira, separando alguns para enfeitar. Escorra a massa, jogue sobre ela os tomatinhos com a misturinha da frigideira, azeite a gosto e misture bem. Jogue sobre a massa o manjericão fresco, queijo parmesão ralado e enfeite com os tomatinhos que sobraram.

Os tomatinhos assados ficam crocantes por causa da farinha de rosca, e misturados à massa, à rúcula e ao manjericão, ficam com um sabor super mediterrâneo... especial, simples e genuíno... como a maioria dos pratos italianos. Sou fã incondicional, por isto suspeita, mas recomendo...provem!!

terça-feira, 22 de abril de 2008

Ravioli a seis mãos

Por Adriana Haddad

Sábado passado, meio do feriado de Tiradentes, fizemos macarrão a “seis mãos” na casa da Tetê e do Neto Nigro.

O Neto fez a massa que é a especialidade dele, na máquina de macarrão, com semolina em vez de farinha branca. A gente percebe que a massa feita com semolina fica mais leve e de mais fácil digestão. Pesquisei e achei a seguinte explicação no Yahoo!Respostas: “A sêmola ou semolina é a farinha que tem alta capacidade de "diástase" (...) (cuja) função é compensar (e aumentar) a baixa capacidade das enzimas (que nos dão azia) da própria farinha e realizar sua função diastática. (...) a semolina contribui para que o pão, as massas em geral, fiquem mais gostosas e leves, diferentemente da farinha de trigo tipo II (cujas sementes sofreram quebra de irrigação), onde o pão sai preto e pesado e é de difícil digestão”. Taí a explicação “científica” que a gente já sabia na prática...

Enquanto o Neto fazia a massa, fui fazendo os recheios. Fiz um de ricota, rúcula, salsinha e cebolinha que ficou maravilhoso, mas o formato do ravióli não ficou tão legal, então deixo para postar outro dia a receita e as fotos (vou fazer de novo!). O outro recheio fiz com abóbora japonesa. Fizemos os raviólis e, enquanto a Tetê cozinhava a massa, fiz um molho para acompanhar. Na falta da sálvia, usei manteiga, alho, alecrim e sal. Combinou super bem e ficou divino!

Ravioli di zucca com manteiga aromatizada com alecrim

Massa

600g de semolina - 6 ovos

Misture bem os ovos e a semolina até obter uma massa homogênea. Se necessário coloque um pouco de água. Abra a massa na máquina ou com o rolo em folhas finas.

Recheio

1 kg de abóbora japonesa - 1/2 xíc (chá) de queijo parmesão ralado - 1/2 xíc (chá) de farinha de rosca - 1 col. sopa de salsinha - 1 col. sopa de cebolinha - 1/2 col. (chá) de noz moscada - sal a gosto

Descasque e corte a abóbora em pedaços grandes, cozinhe-a no vapor sem deixá-la muito mole e amasse a polpa com um garfo. Eu peguei um pedaço de queijo parmesão e fui ralando em cima da massa de abóbora. Misture a farinha de rosca para dar liga mas sem endurecer a massa, ela tem que continuar "molhadinha". Tempere com a salsinha, a cebolinha, a noz moscada e o sal (nesta receita eu não usei o sal, mas tudo depende do seu gosto).

Misturar todos os ingredientes e dispor montinhos de recheios ao longo da folha, cubrir com outra folha de massa e fechar bem as bordas com um cortador de massa (eu usei um copinho) e depois com a ponta de um garfo fazer o acabamento dos raviólis. Cozinhar em água salgada por uns 4 minutos aproximadamente, escorrer e jogar sobre a massa o molho de manteiga.


Manteiga aromatizada com alecrim e alho

1 pacote de manteiga de 200g - 3 dentes de alho cortados na metade - alguns raminhos de alecrim fresco, sal a gosto

Levar todos os ingredientes ao fogo baixo até derreter a manteiga e colocar sobre a massa.