Por Luciana Betenson
A primeira vez que ouvi falar do farro foi numa ida ao restaurante Arturito, em São Paulo. No menu havia farrotto, ou seja, um risotto que não era feito com riso (arroz) mas sim com um grão diferente. Uma delícia! Pois na última visita ao sex shop (Santa Luzia para os – ainda – incautos!) em São Paulo, comprei um pacote de farro.
A receita escolhida, farrotto de alcachofras e tomates, é da revista Eating Well. Ficou simplesmente divino, levou nota 9 de todos em casa. Ter cozinhado o farro com um ramo de alecrim e outro de sálvia fez diferença e deu um toque/gosto muito especial ao resultado final.
Fui pesquisar sobre o farro e descobri que algumas blogueiras, especialmente nos EUA e na Europa, já fizeram receitas deliciosas com este cereal. A Fer do Chucrute com Salsicha fez esta, que pretendo repetir um dia, e a Mariana do Caos na Cozinha fez este post ótimo no qual mostra as diferenças e semelhanças entre farro e espelta.
Um texto na Folha Online explica mais sobre o farro: “Um dos primeiros grãos empregados na culinária, foi cultivado durante séculos na região do Mediterrâneo. Apesar de sua importância, após a queda do Império Romano cereais mais produtivos foram desenvolvidos e seu cultivo entrou em declínio. O farro tem coloração marrom clara similar à do trigo usado na farinha e à do trigo de "grano" duro. O que diferencia um do outro é a casca, que adere ao grão do farro durante a colheita, como ocorre com a cevada e com a aveia. Cultivado em toda a região central da Itália, o farro da área de Garfagnana, na Toscana, é famoso por seu sabor amendoado. Por ser muito resistente, costuma ser produzido sem utilização de pesticidas -ganhando adeptos entre os apreciadores de orgânicos”.
Em tempo: por ocasião da noite de degustação de vinhos aqui em casa, meu amigo super gourmet Jacques B. me trouxe de presente 3 cabeças de alho negro produzidas pela Marisa Ono, além de echalotas recém-colhidas na sua horta. Presentão para quem gosta de comer! Em troca, dei a ele o restante do meu pacote de farro. Ele me escreveu o seguinte: "Não sabia, mas o Farro é o que se chama Épeautre em Francês. Já era mencionadas na Biblia (Ézéchiel) e no Antigo Egito. O pão de farro era consumido pelo casal na cerimônia de casamento (cumfarreato), na antiga Roma.... Te anexo a receita de uma torta de farro (Gâteau d´épeautre) parecida a uma que minha mãe fazia". Receita anotada, aguardem! :-)
Farrotto de alcachofras e tomates
1 ½ xíc (chá) de farro semiperolizado, lavado e escorrido
1 ramo de sálvia fresca
1 ramo de alecrim fresco
1 col (sopa) de azeite de oliva
½ xíc (chá) de cebola picadinha
1 dente ou 1 col (chá) de alho picadinho
400 g de tomates sem sementes e picados em cubos
1 lata de 350 g de fundos de alcachofra, picados em cubos
¼ xíc (chá) de folhas de manjericão rasgadas
1 col (chá) rasa de sal
1 pitada de pimenta-do-reino moída na hora
1 ½ xíc (chá) de caldo de legumes
Coloque o farro para cozinhar com o ramo de sálvia e o ramo de alecrim e com dois dedos de água cobrindo-o. Deixe ferver, reduza o fogo e deixe cozinhar sem tampar por mais 20 minutos, até que o farro esteja cozido, mais ainda firme. Quando pronto, remova as ervas, escorra o farro e reserve. Aqueça o azeite em uma panela de fundo largo e refogue a cebola, junte o alho, refogue mais um pouco e acrescente o farro cozido, os tomates, as alcachofras e metade do caldo de legumes. Tempere com sal e pimenta. No fogo médio, vá mexendo delicadamente até o caldo ser todo absorvido. Coloque o restante do caldo e repita a operação. Deve levar uns 10 minutos para ficar pronto. Desligue o fogo, acrescente o manjericão, misture mais um pouco e pronto. Atenção! O farrotto não fica tão cremoso como um risotto, é assim mesmo. Saudável :-) Eating well!! Se quiser um farrotto mais cremoso, experimente juntar um pouco de manteiga e queijo parmesão ao final do cozimento.
sexta-feira, 19 de março de 2010
sexta-feira, 12 de março de 2010
Delícia de salada do Mark Bittman
Por Luciana Betenson
O suplemento Paladar do jornal Estadão tem publicado uma coluna do Mark Bittman, ‘The Minimalist’, que também sai semanalmente no jornal New York Times. Para quem não o conhece, segue um texto sobre ele publicado na apresentação da sua coluna no Paladar: “Bittman é um cozinheiro da vida real. Cozinha com ingredientes comuns e técnicas simples. Ele é avesso ao esnobismo, dispensa equipamentos sofisticados e preparações muito elaboradas. Trabalha numa cozinha pequena, é adepto do improviso, e acha que ter tudo na despensa é perder a chance de se sentir desafiado. Costuma dizer que não quer transformar ninguém em chef, quer apenas ensinar as pessoas a cozinhar”.
Não é tudo este Mark?? :-)
Pois testamos a receita de salada de batata-doce com feijão preto publicada recentemente. Torceu o nariz?? Não faz isto não, experimenta, pois é maravilhosa!! Combina incrivelmente com churrasco.
Salada de batata-doce com feijão preto
3 batatas-doces médias descascadas e cortadas em cubos
1 cebola grande picadinha
½ xíc (chá) de azeite
1 ou 2 col (chá) de pimenta vermelha, sem sementes, picada
1 dente de alho
suco de 2 limões
2 xíc (chá) de feijão preto cozido e escorrido
1 pimentão amarelo ou vermelho sem sementes e bem picado
1 xíc (chá) de coentro fresco bem picadinho
sal e pimenta-do-reino a gosto
Pré-aqueça o forno a 200º C. Espalhe em uma assadeira os pedaços de batata-doce e cebola em uma só camada, cobrindo com 2 colheres de sopa de azeite. Tempere com sal e pimenta-do-reino moída. Ponha para assar, virando de vez em quando, até as batatas ficaram moreninhas nos cantos e macias por dentro. Leva de 30 a 40 minutos. Tire do forno e mantenha as batatas na assadeira até a hora de misturar com o molho. Ponha no liquidificador a pimenta, o alho, o suco de limão, o resto do azeite e mais uma pitada de pimenta-do-reino. Bata até homogeneizar. Coloque as batatas ainda quentes em uma vasilha grande, junte o feijão, o pimentão picado e jogue por cima o molho. Coloque o coentro e misture bem. Se necessário, acerte o sal. Leve à geladeira até a hora de servir.
O suplemento Paladar do jornal Estadão tem publicado uma coluna do Mark Bittman, ‘The Minimalist’, que também sai semanalmente no jornal New York Times. Para quem não o conhece, segue um texto sobre ele publicado na apresentação da sua coluna no Paladar: “Bittman é um cozinheiro da vida real. Cozinha com ingredientes comuns e técnicas simples. Ele é avesso ao esnobismo, dispensa equipamentos sofisticados e preparações muito elaboradas. Trabalha numa cozinha pequena, é adepto do improviso, e acha que ter tudo na despensa é perder a chance de se sentir desafiado. Costuma dizer que não quer transformar ninguém em chef, quer apenas ensinar as pessoas a cozinhar”.
Não é tudo este Mark?? :-)
Pois testamos a receita de salada de batata-doce com feijão preto publicada recentemente. Torceu o nariz?? Não faz isto não, experimenta, pois é maravilhosa!! Combina incrivelmente com churrasco.
Salada de batata-doce com feijão preto
3 batatas-doces médias descascadas e cortadas em cubos
1 cebola grande picadinha
½ xíc (chá) de azeite
1 ou 2 col (chá) de pimenta vermelha, sem sementes, picada
1 dente de alho
suco de 2 limões
2 xíc (chá) de feijão preto cozido e escorrido
1 pimentão amarelo ou vermelho sem sementes e bem picado
1 xíc (chá) de coentro fresco bem picadinho
sal e pimenta-do-reino a gosto
Pré-aqueça o forno a 200º C. Espalhe em uma assadeira os pedaços de batata-doce e cebola em uma só camada, cobrindo com 2 colheres de sopa de azeite. Tempere com sal e pimenta-do-reino moída. Ponha para assar, virando de vez em quando, até as batatas ficaram moreninhas nos cantos e macias por dentro. Leva de 30 a 40 minutos. Tire do forno e mantenha as batatas na assadeira até a hora de misturar com o molho. Ponha no liquidificador a pimenta, o alho, o suco de limão, o resto do azeite e mais uma pitada de pimenta-do-reino. Bata até homogeneizar. Coloque as batatas ainda quentes em uma vasilha grande, junte o feijão, o pimentão picado e jogue por cima o molho. Coloque o coentro e misture bem. Se necessário, acerte o sal. Leve à geladeira até a hora de servir.
sexta-feira, 5 de março de 2010
O quindim que tem história
Por Luciana Betenson
Quindim é, sem dúvida, um dos meus doces prediletos. A cremosidade do ovo com o crocante do coco é de enlouquecer qualquer um. E o verdadeiro quindim dá trabalho, pois é preciso descascar e ralar o coco fresco - o que faz toda a diferença!
Em várias conversas ao pé do fogão, vi a Eva fazer este quindim. E comi-o muitas vezes. Anos depois me lembrei das 'aulas informais' da Eva e me aventurei a preparar o quindim em casa. Ficou tão bom quanto o da mestra :-) Para mim, a receita perfeita. Simples, deliciosa e que dá certo. Só tenham cuidado para desenformá-lo, pois se ele não assar direito vai quebrar todo na hora de sair da forma... já aconteceu comigo :-)
Quindim da Eva
1 coco fresco ralado
1 col (chá) de amido de milho
2 ovos inteiros
10 gemas
400 g de açúcar1 col (sopa) de manteiga com sal derretida
Ralar o coco e bater no liquidificador com o amido de milho. Reservar. Misturar com um batedor o açúcar e os dois ovos inteiros. Acrescentar a manteiga derretida, misturar e acrescentar as 10 gemas passadas na peneira. Misturar com o coco batido reservado e colocar em uma forma untada com manteiga e polvilhada com açúcar. Levar ao forno em banho-maria (esquentar a água da assadeira antes). Deixar no forno médio (220º) por 10 minutos, depois cobrir com papel alumínio e assar por completo. Leva uns 40 a 50 minutos no total.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Brincando de ser enólogos
Por Luciana Betenson
Semana passada contei aqui no blog sobre a ida da minha confraria de vinho à vinícola Bonucci, em São Carlos, no interior de São Paulo. Pois encerramos a visita com chave de ouro, brincando de ser enólogos.
Vocês se lembram daqueles jogos de química que adorávamos quando crianças, que vinham com pipetas, tubos de ensaio e copos medidores? É algo parecido, mas ao invés de brincar de misturar substâncias químicas, brincamos de misturar vinhos varietais para fazer nosso próprio assemblage. Um vinho com a nossa assinatura.
O objetivo do jogo, como diz o próprio Victor Bonucci, criador do ‘kit do enólogo’, é fazer um vinho que seja superior aos seis vinhos varietais que compõem o kit: um Cabernet Sauvignon “barricado”, um Cabernet Sauvignon sem barrica, um Merlot, um Cabernet Franc, um Marselan e um Ancelotta – todos produzidos na vinícola gaúcha Larentis, onde Victor fez estágio antes de abrir sua própria vinícola.Realmente foi interessante perceber como é complexo o trabalho do enólogo e como os vinhos varietais ‘crescem’ quando misturados entre si. É quase como preparar um prato e colocar nele os ingredientes fundamentais e os temperos na medida certa para deixá-lo equilibrado. Assim como um prato, um vinho nunca será igual a outro, depende da ‘mão’, da experiência e do talento do cozinheiro!
Formamos cinco grupos, e após tentativas e erros, cada grupo chegou na sua fórmula perfeita. Abaixo, um quadro com nossas assemblages.
GRUPO 1
CaBSv Bar – 5%
CaBSv – 35%
CaFr – 35%
MeL – 20%MrS -
AnC – 5%GRUPO 2
CaBSv Bar -
CaBSv – 70%CaFr -
MeL – 25%
MrS -
AnC - 5%
GRUPO 3
CaBSv Bar – 10%
CaBSv – 10%
CaFr – 5%
MeL – 70%
MrS -
AnC – 5%
GRUPO 4
CaBSv Bar – 50%
CaBSv -
CaFr – 10%
MeL – 30%
MrS – 5%
AnC – 5%
GRUPO 5
CaBSv Bar – 50%
CaBSv – 20%
CaFr – 30%
MeL -
MrS -
AnC -
Legendas:
CaBSv Bar – Cabernet Sauvignon “barricado”
CaBSv – Cabernet Sauvignon sem barrica
CaFr – Cabernet Franc
MeL – Merlot
MrS - Marselan
AnC - Ancelotta
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Vinícola em São Carlos-SP? É sério isto??
Por Luciana Betenson
Não sei se já contei que faço parte de uma confraria de degustação de vinhos, a Turma do Vinho Nelson Barbieri. Esta confraria surgiu quando morávamos em Araraquara, entre amigos que dividiam a mesma paixão. A coisa foi crescendo e hoje são mais de 10 pessoas se reunindo, sendo que alguns se mudaram de Araraquara – foram para Florianópolis, Valinhos e Ribeirão Preto (nós) – mas nossa ‘amizade enófila’ continuou forte! É uma confraria bem divertida e despretensiosa. A ideia é nos divertimos, em primeiro lugar. E em segundo lugar conhecer um pouco mais sobre vinhos, experimentar, trocar informações e impressões, encontrar ‘achados’, etc.
Semana que vem conto para vocês como brincamos de enólogos na Vinícola Bonucci!
Não sei se já contei que faço parte de uma confraria de degustação de vinhos, a Turma do Vinho Nelson Barbieri. Esta confraria surgiu quando morávamos em Araraquara, entre amigos que dividiam a mesma paixão. A coisa foi crescendo e hoje são mais de 10 pessoas se reunindo, sendo que alguns se mudaram de Araraquara – foram para Florianópolis, Valinhos e Ribeirão Preto (nós) – mas nossa ‘amizade enófila’ continuou forte! É uma confraria bem divertida e despretensiosa. A ideia é nos divertimos, em primeiro lugar. E em segundo lugar conhecer um pouco mais sobre vinhos, experimentar, trocar informações e impressões, encontrar ‘achados’, etc.
Recentemente, um dos membros da Turma sugeriu uma visita à Vinícola Bonucci, em São Carlos, no interior de São Paulo. Vinícola em São Carlos?? Em um primeiro momento, também estranhamos a coisa. Confesso que não tinha grandes expectativas em relação à visitação. O Brasil já não é um produtor de vinhos dos mais ‘calibrados’ e a região vinícola por excelência é a Serra Gaúcha, além da serra de Santa Catarina, entre outros poucos locais que reúnem condições apropriadas para se fazer um vinho de boa qualidade.
Mas São Carlos tem o Victor Bonucci! O Victor foi executivo de multinacional durante anos, viajou muito, bebeu centenas de vinhos e visitou dezenas de vinícolas pelo mundo. E quando se aposentou resolveu realizar um antigo sonho: montar uma vinícola nas terras que herdou da família em São Carlos. O Victor é um sonhador, sem dúvida, mas com os pés no chão e com cabeça de engenheiro. Estudou o assunto por mais de 20 anos e fez estágios em vinícolas.
Ele menciona um estudo de zoneamento da EMBRAPA que mostra as regiões ideais para produção de uva e vinho de qualidade no Estado de São Paulo. O estudo traçou um paralelo das regiões paulistas com tradicionais terroirs, e concluiu que a região de São Carlos tem semelhanças com as regiões francesas de Cognac, Agen, Toulouse e Bordeaux; assim como com Napier na Nova Zelândia. Victor frisa que não é o clima frio que propicia uma boa produção de uvas de qualidade, e sim três fatores fundamentais: a boa drenagem da terra (que lá é arenosa e tem baixo teor de argila), a insolação (S. Carlos tem 2.300 horas/ano de sol, enquanto a Serra Gaúcha tem 1.800) e a amplitude térmica (na região a temperatura varia em média 10 graus entre o dia e a noite).
As primeiras videiras, com mudas criadas a partir de matrizes francesas, foram plantadas em 2006. Hoje já são 3.000 pés de Siraz, 1.150 pés de Cabernet Sauvignon e 1.150 pés de Merlot. Victor pretende colher sua primeira safra este ano. Mas ele já testou todos os equipamentos e sua linha produção com uvas compradas no Sul do país, e já têm engarrafados alguns primeiros exemplares com rótulo da Bonucci.
É claro que há muito que aprender. A Bonucci, por exemplo, foi bastante castigada por estas chuvas de janeiro, o que acabou por afetar as parreiras. Há percalços e uma ‘história vinícola’ não se constrói em alguns anos, mesmo com semelhanças com Bordeaux, é preciso ter chão para fazer vinhos ‘competitivos’ com aqueles das regiões francesas. Mas o Victor Bonucci é daquelas pessoas que pode, sem dúvida, começar a construir uma história.
Semana que vem conto para vocês como brincamos de enólogos na Vinícola Bonucci!
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Coquetel de camarão versão salada
Por Luciana Betenson
Esta receita saiu no livreto "Para o horário (da fome) de verão - Receitas refrescantes e fáceis de fazer" do suplemento Paladar do jornal Estadão. O nome oficial é Salada de Camarões e Pepino, mas para mim nada mais é do que um coquetel de camarão revisitado, versão salada (rsrsrs!). Mudei um pouquinho as quantidades, pois da primeira vez que fiz achei que tinha muuuuuita cebola. Também dobrei a quantidade de molho. De qualquer forma fica gostoso, e o molho é 'bão' demais. Fora que o visual fica lindo :-) Espero que gostem!
Coquetel de camarão versão salada
2 pepinos japoneses cortados em cubinhos pequenos
2 col (sopa) rasas de cebola roxa bem picadinha
250 g de maionese
2 col (sopa) de molho de tomate
4 col (chá) de molho inglês
2 col (sopa) de suco de limão
molho de pimenta vermelha e sal a gosto
1 pé de alface romana ou americana cortada em tirinhas finas
24 camarões grandes, limpos e cozidos no vapor
Em uma tigela junte o pepino e a cebola e reserve. Em outra vasilha, faça o molho: misture a maionese com o molho de tomate, o molho inglês, o suco de limão e o molho de pimenta. Ajuste o sal. Monte os pratos assim: forre o fundo com a alface picadinha, cubra com algumas colheradas de pepino, coloque por cima os camarões e salpique o molho.
Esta receita saiu no livreto "Para o horário (da fome) de verão - Receitas refrescantes e fáceis de fazer" do suplemento Paladar do jornal Estadão. O nome oficial é Salada de Camarões e Pepino, mas para mim nada mais é do que um coquetel de camarão revisitado, versão salada (rsrsrs!). Mudei um pouquinho as quantidades, pois da primeira vez que fiz achei que tinha muuuuuita cebola. Também dobrei a quantidade de molho. De qualquer forma fica gostoso, e o molho é 'bão' demais. Fora que o visual fica lindo :-) Espero que gostem!
Coquetel de camarão versão salada
2 pepinos japoneses cortados em cubinhos pequenos
2 col (sopa) rasas de cebola roxa bem picadinha
250 g de maionese
2 col (sopa) de molho de tomate
4 col (chá) de molho inglês
2 col (sopa) de suco de limão
molho de pimenta vermelha e sal a gosto
1 pé de alface romana ou americana cortada em tirinhas finas
24 camarões grandes, limpos e cozidos no vapor
Em uma tigela junte o pepino e a cebola e reserve. Em outra vasilha, faça o molho: misture a maionese com o molho de tomate, o molho inglês, o suco de limão e o molho de pimenta. Ajuste o sal. Monte os pratos assim: forre o fundo com a alface picadinha, cubra com algumas colheradas de pepino, coloque por cima os camarões e salpique o molho.
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Minha tortinha de caramelo com chocolate do Spot
Por Adriana Haddad
Depois de muito trabalho em dezembro, graças a Deus, e uma bela pausa em janeiro, graças a Deus também, voltei com força total.
Voltando da praia dei uma parada em São Paulo, que segundo a minha opinião é o lugar onde definitivamente se come melhor de todo o mundo; sem bairrismo, é realmente TUDO!
Eu sei que o melhor seria sempre conhecer um novo restaurante, mas eu tenho alguns apegos banais a lugares em que sei que encontrarei amigos, acho que é a minha veia interiorana gritante, então fui com uma amiga queridíssima jantar no sempre adorado Spot. Tomamos champanhe para brindar o ano novo e pedimos apenas uma entrada leve, mas a sobremesa divina eu não abri mão, pedi uma torta de caramelo com chocolate amargo, acompanhada de uma gulosíssima bola de sorvete de creme.
Obviamente eu não tinha de onde tirar a receita, mas a essa altura minha cara de pau está cada vez mais forte e tentei fazer a minha própria versão. Mandei para uma amiga que conhece a torta original e ela me disse que a minha ficou perfeita!
Então, queridas, vamos recomeçar o ano com essa delícia! Aí vai.
Torta de caramelo com ganache de chocolate
Pré aqueça o forno a 180º. Misture todos os ingredientes até obter uma massa homogênea, forre uma forma de fundo removível ou 12 forminhas de torta (do tamanho de um pires de café) e leve ao forno por aproximadamente 20 minutos ou até que a massa comece a se soltar e tenha uma aparência dourada nas laterais. Retire do forno e espere esfriar (ela não voltará mais ao forno, então deve estar pronta para ser consumida).
caramelo
2 col (sopa) de manteiga
Faça uma calda com o açúcar, a água e a glicose de milho até que fique dourada e em ponto de fio, isso deve demorar aproximadamente 10 minutos. Quando chegar ao ponto, desligue o fogo, acrescente o creme de leite e a manteiga e mexa bem. Coloque sobre as massinhas uma camada de aproximadamente 1 cm do caramelo e deixe esfriar.
cobertura
340 g de chocolate meio amargo
100 g de creme de leite de caixinha
Derreta o chocolate em banho-maria e quando estiver derretido adicione o creme de leite mexendo bem até ficar misturado por igual e com aparência brilhante. Coloque sobre o caramelo nas massinhas de torta.
Espere esfriar e coma com uma bola de sorvete! É realmente maravilhosa.
Depois de muito trabalho em dezembro, graças a Deus, e uma bela pausa em janeiro, graças a Deus também, voltei com força total.
Voltando da praia dei uma parada em São Paulo, que segundo a minha opinião é o lugar onde definitivamente se come melhor de todo o mundo; sem bairrismo, é realmente TUDO!
Eu sei que o melhor seria sempre conhecer um novo restaurante, mas eu tenho alguns apegos banais a lugares em que sei que encontrarei amigos, acho que é a minha veia interiorana gritante, então fui com uma amiga queridíssima jantar no sempre adorado Spot. Tomamos champanhe para brindar o ano novo e pedimos apenas uma entrada leve, mas a sobremesa divina eu não abri mão, pedi uma torta de caramelo com chocolate amargo, acompanhada de uma gulosíssima bola de sorvete de creme.
Obviamente eu não tinha de onde tirar a receita, mas a essa altura minha cara de pau está cada vez mais forte e tentei fazer a minha própria versão. Mandei para uma amiga que conhece a torta original e ela me disse que a minha ficou perfeita!
Então, queridas, vamos recomeçar o ano com essa delícia! Aí vai.
Torta de caramelo com ganache de chocolate
massa
200 g de manteiga amolecida e sem sal
2 colheres de açúcar mascavo
1 xíc (chá) de farinha integral
1/2 xíc (chá) de castanha de caju triturada
1 col (café) de sal
1 gema
Pré aqueça o forno a 180º. Misture todos os ingredientes até obter uma massa homogênea, forre uma forma de fundo removível ou 12 forminhas de torta (do tamanho de um pires de café) e leve ao forno por aproximadamente 20 minutos ou até que a massa comece a se soltar e tenha uma aparência dourada nas laterais. Retire do forno e espere esfriar (ela não voltará mais ao forno, então deve estar pronta para ser consumida).2 copos de açúcar
1/2 copo de água1 ½ col (sopa) de glicose de milho (Karo)
¾ copo de creme de leite fresco2 col (sopa) de manteiga
Faça uma calda com o açúcar, a água e a glicose de milho até que fique dourada e em ponto de fio, isso deve demorar aproximadamente 10 minutos. Quando chegar ao ponto, desligue o fogo, acrescente o creme de leite e a manteiga e mexa bem. Coloque sobre as massinhas uma camada de aproximadamente 1 cm do caramelo e deixe esfriar.
cobertura
340 g de chocolate meio amargo
100 g de creme de leite de caixinha
Derreta o chocolate em banho-maria e quando estiver derretido adicione o creme de leite mexendo bem até ficar misturado por igual e com aparência brilhante. Coloque sobre o caramelo nas massinhas de torta.
Espere esfriar e coma com uma bola de sorvete! É realmente maravilhosa.
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